segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Zakk Wylde: "Eu Mataria Quem Jogasse Ovos Em Mim No Palco"


Charlie Steffens do KNAC.COM entrevistou recentemente Zakk Wylde (BLACK LABEL SOCIETY, OZZY OSBOURNE). Segue abaixo um trecho da conversa.

KNAC.COM: Tem algo que está rolando há algum tempo que fez com que as pessoas tomassem partido, quando na verdade supostamente estamos todos do mesmo lado. Isso tem sido incentivado em outros eventos e diretamente envolveu o IRON MAIDEN no festival Ozzfest de 2005, em que ovos foram arremessados contra os membros da banda. Eu não estou interessado em sua opinião sobre os personagens envolvidos, mas eu gostaria de saber se tem algo que você queria que os fãs de música pesada soubessem agora que cinco anos se passaram.

Wylde: Bem, a coisa toda é ridícula. O que deveria ter ocorrido é que a Mãe [maneira como ele se refere à empresária e esposa de OZZY OSBOURNE, Sharon] deveria ter falado apenas com o seu gerente e dito “Ei, olhe isso. Diga ao seu rapaz para calar a boca. E se ele mencionar mais alguma coisa, vocês estão fora da turnê." É isso aí. Estaria feito. E seu empresário, Rod [Smallwood], se aproximaria deles - porque todos eles são crescidinhos - e diria: "Cara, chega do maldito desentendimento com o chefe [Ozzy]. Para começar, a turnê é deles". E fim de conversa. Na hora que ele dissesse: "Oh, foda-se isso. Nós não precisamos de um reality show, foda-se o Ozzy, isso e aquilo, bla bla bla ..." então sabe o que fazer? Desligue a energia deles! Tem um cara sentado ao lado do palco todas as noites e no minuto em que dissessem algo ruim sobre o Ozzy, que quebrassem suas pernas e os tirassem do caminho. É isso aí. Feito.

KNAC.COM: Então era isso que estava acontecendo?

Wylde: Nunca deveria ter chegado a ovos. Se tivessem jogado ovos em mim, eu iria quebrar suas pernas, cara. Eu pararia o show ali mesmo e quem estivesse jogando ovos – iria para o necrotério. Eu não os colocaria apenas no hospital. Eu os mataria, ali mesmo. Imagino ambos os lados. Se eu fosse do IRON MAIDEN, eu teria ferrado algumas pessoas. E se eu descobrisse quem era o responsável por isso, seriam ferrados também. Quer dizer, eu nunca subiria num palco e tentaria interrogar quem estava a frente daquilo. De qualquer forma, tudo o que eu faria era agradecer a banda por nos permitir tocar com eles. Quando abri para TED NUGENT e LYNYRD SKYNYRD, pensei, é uma honra estar tocando com esses caras. Por que eu diria algo ruim sobre eles? Você sabe o que eu quero dizer? E, além disso, você está sendo pago. É tão ridículo. É uma piada. Eu não tinha ideia. Era como, "que seja, cara". Eu estou lhe dizendo agora - da maneira que eu teria lidado com isso seria: "Ei cara, diga ao seu cantor para calar a boca com o rabo entre as pernas ou eu vou quebrar sua maldita garganta. Eu vou quebrar as pernas dele primeiro e então sua maldita garganta. Então você não terá cantor. Para que ele não possa dizer merdas. Jogar ovos? Cortarei a sua garganta, cara". Eu diria, "foda-se você! Atirar ovos? Você está brincando comigo? Estamos na segunda série? Vamos lá. Jogar ovos? Jogue granadas agora. Seu filho da mãe". Aquela coisa toda nunca deveria ter acontecido. É, deveria ter sido: "Diga para ele calar a boca ou está fora da excursão." Só isso. Então, o gerente teria dito: "Cara, chega de falar e de covardia no palco." Quero dizer, quantos anos temos aqui, cara? Quantos anos tem o Bruce Dickinson? Você esperaria isso de alguém de 18 anos, como em “Battle of the Bands” na escola. O que você pensa disso?

KNAC.COM: Eu estava lá durante todo o dia e toda aquela noite em San Bernardino, realmente gostando da coisa toda, até o ponto do arremesso dos ovos. E eu voltei a curtir o show depois. Quando BLACK SABBATH subiu no palco e tocou suas músicas, foram totalmente profissionais, é claro. Ozzy não disse nada...

Wylde: Eu garanto a você que Ozzy nem sequer sabe o que aconteceu. Eu estou lhe dizendo. Eu sei que ele não sabia.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Gotthard: Vocalista Comenta Acidente De Carro Que Sofreu


O vocalista Steve Lee, da banda GOTTHARD, publicou o seguinte depoimento:

Eu gostaria de informar que eu estive envolvido em um horrível acidente de carro na Itália, no sábado, dia 7 de agosto, enquanto eu voltava para casa após minhas pequenas férias. Um carro bateu em nós na estrada perto de Firenze e isso envolveu outros seis carros. A medida que os carros iam diminuindo a velocidade, a pessoa no carro de trás não percebia e ia colidindo. Apesar do acidente eu gostaria que todos soubessem que eu estou bem. Eu acho que eu devo ter um anjo da guarda 'amante do rock'.

O último álbum do grupo, "Need to Believe", foi lançado dia 4 de setembro de 2009 pela Nuclear Blast Records.

domingo, 8 de agosto de 2010

Nazareth No Brasil: Quatro Shows Agendados Para Outubro


O NAZARETH divulgou em seu site oficial quatro shows a serem realizados na região sul do Brasil no mês de outubro. Aguarda-se um possível agendamento de novas datas e locais.

Confira os shows já agendados:
15 de outubro: Canoinhas / Santa Catarina;
16 de outubro: Lages / Santa Catariana;
17 de outubro: Videira / Santa Catarina;
21 de outubro: Vacaria / Rio Grande do Sul

Antes de chegar ao Brasil, comenta-se que a banda entrará em estúdio para gravar o 22º álbum de sua longa carreira. Terminada a turnê brasileira, o NAZARETH deverá seguir para o Chile, onde tem um show agendado na cidade de Santiago.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

The Doors: O Que Realmente Aconteceu Com Jim Morrison?


Fonte: Classic Rock Magazine

A nova edição da revista Classic Rock mostra até agora o mais detalhado relato dos últimos dias de Jim Morrison, incluindo uma entrevista com Sam Bernett, o homem que reivindica que Morrison morreu na boate que estava gerenciando naquela noite, a Rock’N’Roll Circus. E a Classic Rock Magazine publicou em um texto online os relatos de Bernett do que aconteceu naquela noite fatal, cuja tradução segue abaixo:

Entrevista: Max Bell

Sam Bernett: Eu estava na boate aquela noite, 2 de julho, e Jim entrou por volta da uma da manhã, 3 de julho. Ele estava no bar, como era usual. Ele estava com alguns amigos que eu não conhecia. Ele estava esperando as pessoas trazerem alguns produtos para Pamela (nota do tradutor: ex-namorada de Jim Morrison). Ele estava esperando. Ele bebia, nós nos falamos, eu o ouvia. Eu estava ocupado como o gerente do clube. Eu não estava sempre próximo a ele. Eu trouxe a ele alguns drinks. Alguns caras vieram e então, por uns 20 minutos, ele não estava mais no bar. Ele desapareceu. Então a garota responsável pela chapelaria do andar de cima… me procurou.

Ela estava preocupada porque uma porta tinha sido trancada já havia um bom tempo e as pessoas estavam reclamando que não conseguiam entrar. Eles bateram na porta, alguém aí? Sem resposta. Então eu verifiquei com ela. Nenhuma resposta mesmo. Eu não sabia que Jim estava atrás da porta. Eu chamei meu segurança para arrombar a porta e lá dentro estava Jim. Sentado no banheiro sem reação, como se estivesse dormindo ou nocauteado, suas calças ligeiramente abaixadas. Ele estava sentado com sua cabeça para baixo e seus braços para baixo, como um cara morto.

Eu o agitei. Eu o olhei no rosto, sem reação. Ele tinha espuma no nariz e nos lábios. Eu falei para a garota conseguir um médico. Eu tinha um amigo, um cliente, lá toda noite – ele estava no clube. Ele veio, olhou para Jim, e começou um pequeno check-up. (Então) ele me olhou e disse: “Esse cara está morto”. Eu disse imediatamente: “Chamem os bombeiros, os paramédicos!” De repente dois caras que tinham estado no clube com Jim vieram e disseram: “Ele não está morto, ele só está um pouco acabado. Não chamem a polícia, não chamem sua família, nós o levaremos de volta pra casa”

Eu disse: “Não, isto é impossível. Nós temos que chamar a polícia e os médicos”. “Não”, eles disseram, “esqueça. Nós o levaremos para fora do clube. Nós podemos usar a porta dos fundos? Não a porta da frente”. “Não! Não podem”. Então o dono da boate foi chamado, todo mundo se dispersou – não Paul Pacini (o dono da boate), o braço direito de Jim. Ele disse: “Não chamem a polícia, nós não queremos encrenca. Eles fecharão o clube e nós teremos um escândalo”

Eu disse: “Você não pode fazer isso“. E ele disse: “Eu sou o chefe, você faz o que eu digo”. Os dois caras o pegaram e o levaram para fora do clube através do Alcazar (o clube vizinho ao Circus), então o levaram para a porta de entrada do clube oposto à Rua de Seine e que dá entrada para o Circus. O clube estava fechado, o cabaré tinha acabado, exceto poucas pessoas que olhavam para ver o que estava acontecendo.

A partir daí eu não sei o que aconteceu. Eles o levaram para o apartamento. Eles me contaram que o colocaram na banheira e esperaram por uma hora e meia as pessoas chamarem os paramédicos. Pâmela estava no apartamento, fora de si, gritando. Estava completamente transtornada.

Quando eu escrevi meu livro (publicado na França em 2007, The End – Jim Morrion) (nota do tradutor: O fim – Jim Morrison) eu fui à polícia e aos paramédicos. O bombeiro me contou que ele sabia que Jim tinha morrido mais cedo. “Esse cara já estava morto por algumas horas”. O comissário de polícia me contou a mesma coisa: “Nós sabíamos que havia alguma coisa errada com a história”. Eu não sei o porquê, mas ele disse: “É verão – olhe, eu estou saindo de férias amanhã”. Ele queria encobrir algo rapidamente, então ele assinou os papéis. Ele não acreditou na história que lhe contaram no apartamento. Foi estranho e falso, mas ele já tinha ido.

Eu não pude te contar [os nomes de] algumas pessoas que estavam no clube. Eu não pude colocá-los no meu livro [por razões legais]. Mas eu estou dando a vocês meu relato de vítima. O que aconteceu depois e o porquê dos policias e todo mundo mais que não me contaram a verdade, que encobriram algo, eu não entendo. Meu amigo médico estava certo de que Jim estava morto. Eu não irei dizer seu nome porque ele está morto, mas sua família ainda está viva.

Eu esperei 35 anos para contar minha história porque eu fiquei de saco cheio com as pessoas me fazendo perguntas toda as vezes em que a data da morte de Jim está próxima. Minha esposa disse: “Pare de se lamentar e escreva seu livro então”. Eu não mantive minha boca fechada antes disso – eu apenas não fui à imprensa por vontade própria. Eu me lembro de um jantar em que eu estava sentado próximo à mãe do Oliver Stone – isso foi quando ele estava fazendo o filme de Jim e dos The DOORS. E eu contei a ela: “Olhe, eu sei o que aconteceu, se seu filho estiver interessado”. Eu contei a ela o que eu sabia, porém Stone não se incomodaria com aquela versão. Talvez ela nunca tenha lhe contado. Mas você sabe, a versão americana da morte do Jim é tolice. Sem sentido. A versão francesa está perto da verdade. Os americanos são ingênuos.

Você já chegou a pensar que o episódio da heroína foi apenas um horrível engano? Que ele pensou que estivesse tomando cocaína, por exemplo?

Sam Bernett: Sim, eu penso freqüentemente que ele tomou heroína por engano. É possível, claro. Ou era a heroína para Pâmela ou na verdade para ele? Mas não foi a primeira vez que ele se drogou. Eu não acho que ele estava tentando cometer suicídio. Não havia razão para ele cheirar heroína 90% pura, mas talvez aquilo foi seu erro. Aquela coisa era forte o suficiente para matar você em menos de um minuto se você não soubesse o que estava fazendo.

Mas você vê, a heroína era muito comum no cenário underground em Paris, especialmente entre os músicos. Muito mais comum do que a cocaína que ainda era muito rara. A heroína era grande com o “demi monde, a la mode” com pessoas como Chet Baker (nota do tradutor: trompetista famoso de jazz norte-americano), a droga circulava especialmente com os caras do jazz nos clubes no Latin Quarter.

Quanto a Morrison, eu sei que ele ficava de saco cheio de ser um artista pop. Ele queria ficar em Paris e escrever sua poesia. Isso é o que ele sempre me contou. "Estou cansado de The DOORS. Eu quero desistir".

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Guns N' Roses: A Banda Deveria Se Reunir Sem Axl Rose?


O LED ZEPPELIN esteve incrivelmente perto de uma turnê sem o vocalista Robert Plant, mas isso nunca aconteceu. É uma idéia interessante, contudo, uma banda decidir pegar a estrada mesmo que o vocalista não esteja interessado. Esse poderia ser o caso do GUNS N 'ROSES, visto que Axl Rose parece desinteressado. Então, será que o baterista Steven Adler consideraria tocar apenas com Slash, Izzy Stradlin e Duff McKagan?

"Não, não, nunca, não, não, isso é ridículo", disse Adler para Dave Basner da VH1 Radio Networks. "'Appetite for Destruction' [o primeiro album do GUNS N' ROSES, 1987] é um dos cinco discos que ainda está vendendo após 20, 30 anos e ainda é popular. Isso mostra como é difícil encontrar quatro ou cinco pessoas certas que podem fazer essa magia, essa magia especial."

Adler chegou a dizer que eles têm considerado alguém. "Aquele cantor Myles Kennedy [do ALTER BRIDGE] com quem o SLASH está trabalhando, ele é incrível", disse Steven a Basner. "Cara, isso é 'Thor', o deus do trovão. Ele é ótimo e se alguém poderia ir até lá, seria ele, mas ele não tem a química que nós cinco tínhamos porque Axl, sua atitude; a frieza do Izzy; a timidez do Duff; a loucura do SLASH e a minha extroversão, tudo isso se encaixava bem."

Como relatado anteriormente em uma entrevista no Ultimate-Guitar.com, Adler alfinetou o seu substituto do GUNS N' ROSES, Matt Sorum. Adler foi expulso da banda em 1990 devido ao uso de DROGAS, e quando perguntado como se sentiu quando soube que Sorum tocaria na banda em 1991, no album "Use Your Illusion", Adler disse: "É apenas uma versão meia-boca de baixa qualidade. Nada pessoal contra o cara, mas ele é como uma maldita máquina na bateria. Ele não tem coração, ele não tem alma, ele não sente. E como a vida e os anos tem mostrado, obviamente, eu não sou o baterista mais fácil de ser substituído".

Adler acrescenta que ele acha que os álbuns "Use Your Illusion" poderiam ter sido ainda maiores que o álbum de estreia da banda de 1987, "Appetite For Destruction", se ele estivesse neles. No que diz respeito à reunião do GUNS original, Adler diz: "Eu amaria isso mais do que qualquer outra coisa, mas é uma coisa do Axl, cabe a ele se ele quer fazer isso. Coloque desta forma, será a coisa mais estúpida do mundo se nós não o fizermos".

Sorum disse ao The Pulse of Radio há um tempo atrás que se a banda original se reunisse, eles deveriam se apresentar com ambos bateristas, ele e Adler. "Se for eu na bateria ou Steven ou quem for, se isso acontecesse, seria ótimo, sabe", disse ele. "Eu realmente diria a eles: 'Ei, traga nós dois de volta', sabe. Deixe-me tocar as outras coisas. Teríamos dois bateristas no conjunto. Eu não me importo. Se 'Appetite' soar melhor com Steven tocando, tenha os dois lá em cima. Eles dão conta."

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Rob Halford: DVD Solo Será Lançado Na Próxima Semana


Está programado para o dia 10 de agosto o lançamento de “Live in Anaheim”, DVD ao vivo do vocalista Rob Halford. Este lançamento traz Halford e sua banda apresentando músicas lançadas com o Fight e clássicos do Judas Priest, além – é claro – de faixas dos álbuns solo do cantor.

O material do DVD foi registrado na cidade californiana de Anaheim antes de Halford voltar a integrar o Judas Priest e traz os músicos Roy Z. (guitarra), Mike Davis (baixo), Metal Mike Chlasciak (guitarra) e Bobby Jarzombek (bateria). A primeira parte do DVD traz um documentário sobre a banda Halford e quatro faixas bônus gravadas em Tóquio, no Japão.

Abaixo o conteúdo do DVD “Live in Anaheim”:


Part 1: Halford Band Documentary
including 4 songs performed Live in Japan

01. Heretic
02. Sun
03. Golgotha
04. One Will


Part 2: Anaheim, CA
01. Painkiller
02. Rapid Fire
03. Heretic
04. Resurrection
05. Made In Hell
06. Golgotha
07. Into The Pit
08. Light Comes Out Of Black
09. White Heat Red Hot
10. Never Satisfied
11. Breaking The Law
12. Hearts Of Darkness
13. Handing Out Bullets
14. Diamonds And Rust
15. Hellion
16. Electric Eye
17. Riding On The Wind
18. Victim Of Changes
19. You’ve Got Another Thing Comin’

domingo, 1 de agosto de 2010

Rammstein: Possibilidade de Outro Show, Também Em SP


Fonte: RammsteinFan BR


O site oficial do RAMMSTEIN confirmou que a banda alemã fará uma turnê pela América Latina no final do ano. As datas e locais já definidos são:

- 25 de novembro, Santiago, Chile
- 27 de novembro, Buenos Aires, Argentina
- 30 de novembro, São Paulo, Brasil
- 03 e dezembro, Bogotá, Colômbia
- 06 de dezembro, Cidade do México, México

O show no Brasil será no Via Funchal em São Paulo, e a venda de ingressos terá início em 07 de agosto.

Fontes seguras garantem que há disponibilidade para um segundo show, no dia 1º de dezembro, também no Via Funchal.