quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Kelly Osbourne: Mais Fotos Da Agora Gostosa Filha do Madman

Fonte: Whiplash!

Ignorando as reclamações dos true-metal-from-hell-que-só-usam-preto-mal-humorados-e-que-não-sabem-sorrir e atendendo aos pedidos de quem gosta da fruta, seguem novas fotos da nova versão da filha de OZZY OSBOURNE
, que, quem diria, até teve matéria em uma revista sobre "boa-forma".

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Ozzy Osbourne: Assinando Guitarra Gibson Ao Lado de Slash


A lenda do rock, OZZY OSBOURNE, apareceu segunda-feira (10 de janeiro) no House of Blues para assinar a guitarra de fibra de vidro com 10 pés de altura, modelo Gibson Les Paul, desenhada em sua honra, como parte de Gibson GuitarTown na The Sunset Strip. A cerimônia serviu também para comemorar o lançamento da segunda etapa da turnê americana de Ozzy, que inclui um show em Los Angeles na terça-feira, 1º de fevereiro, no Gibson Amphitheatre. Também foram ao evento o amigo de longa data e o colaborador musical Slash, que vai abrir a próxima turnê.

A guitarra de Ozzy junta-se a um impressionante conjunto de 25 outras guitarras de fibra de vidro Gibson, concebidas para homenagear lendas do rock, além de pessoas e lugares que marcaram a Sunset Strip. As guitarras são colocadas ao longo da Sunset Strip, como parte de um projeto de arte pública, lançado em agosto de 2010 com a conclusão da faixa de 1,6 milhas de embelezamento.


“O Vocalista Com Quem Estamos Animados É Bem Conhecido”, DIZ Matt Sorum

Fonte: Imprensa Rocker!

O website “Noisecreep” conduziu um extensa entrevista com o baterista do Velvet Revolver e ex-Guns n’ Roses Matt Sorum. O músico falou, dentre outros assuntos, sobre o DVD do Velvet Revolver, novo vocalista e planos para o futuro.

Confira a entrevista completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Em 2008 o Velvet Revolver – um híbrido de ex-Guns n’ Roses/Stone Temple Pilots – perdeu o controle quando o vocalista Scott Weiland deixou o grupo depois de apenas dois álbuns. Considerando que mais de dois anos se passaram e que não muita coisa aconteceu neste período, o baterista Matt Sorum parece estar até bem animado. Ele nem ao menos se importou quando o guitarrista Slash deu uma escapada para fazer um disco solo e saiu em turnê antes que um substituto para Weiland fosse encontrado. Ao invés de se lamentar, Sorum foi direto ao assunto, colocando as coisas em seu devido lugar para o Velvet Revolver versão II.

A banda já testou vários cantores e está perto de anunciar o substituto de Weiland, de acordo com Sorum. Assim que isto acontecer, eles irão para o estúdio para trabalhar no sucessor de “Libertad”, de 2007. Mas antes disso, ele e seus companheiros de banda querem lembrar os fãs a respeito de seu recente DVD “Velvet Revolver Live in Houston”, que captura um show de 2005, quando o VR era novo e tinha algo para provar.

O “Noisecreep” conversou com Sorum sobre a decisão de lançar um DVD com um show de cinco anos atrás, seu desapontamento com relação ao “Libertad”, como a banda se desgastou com Weiland, o que ele busca para o próximo álbum do Velvet Revolver e quão difícil é escolher um novo vocalista quando você já trabalhou com três melhores que há por aí.

O que você se lembra do show de Houston que vocês gravaram em 2005 para o novo DVD?


O que eu mais me lembro sobre aquele período da banda é que era uma novidade excursionarmos juntos. Havíamos acabado de iniciar uma turnê em teatros antes de tocarmos em locais maiores. O álbum havia sido lançado; já tinha entrado nas paradas, no nº 1; recebeu disco de platina. Estávamos pegando fogo. Havia muita excitação no ar. Estávamos todos em ótima forma física e psicológica. Todos estávamos num ótimo momento e definitivamente tínhamos uma química. E você consegue ver isso. Isto pula para fora da tela no DVD.

Por que vocês esperaram tanto tempo para lançar o DVD?


Nós nunca pensamos em lançar por nós mesmos. Alguém da “Eagle Rock” veio e nos perguntou se gostaríamos de lançar este show em DVD. Tudo que estávamos pensando era voltar com uma nova versão da banda. Mas então achamos que seria bom soltar alguma coisa que representasse aquela era da banda em sua melhor forma.

De onde surgiu o vídeo?


Nós filmamos para algum especial de TV ou algo do tipo, e a “Eagle Rock” veio até nós e perguntou, “podemos lançar isto”? E decidimos que seria totalmente legal, porque, como eu disse, nós não queremos destruir o que já criamos com Scott Weiland. Então entramos em contato com Scott e perguntamos, “você está de acordo?”, e ele disse “sim, vamos fazer”.

Então você ainda mantém contato com Weiland?


Nós temos uma relação profissional para os assuntos do antigo Velvet Revolver, mas isso é tudo.

Houve um atrito entre você e Scott antes dele sair da banda?


Na verdade, não. Scott apenas apareceu e quis fazer o lance dele, e não acho que todos nós entendemos na época. Realmente tivemos um pequeno desentendimento. Tínhamos acabado de sair de uma turnê monstruosa, passamos muito tempo trabalhando no segundo álbum, haviam alguns conflitos na banda e, infelizmente, todo aquele velho comportamento negativo rastejou pra dentro da banda novamente.

É mais ou menos como quando você está num relacionamento e pensa, “ah, vou terminar com esta pessoa, porque não gosto do que estou sentindo”. E então você entra num outro relacionamento, e a mesma merda aparece. Você fica, “oh, talvez seja eu. Talvez seja eu que tenha que lidar com alguma merda”. Este é o tipo de coisa que estava realmente acontecendo no fim. Haviam substâncias envolvidas, mas também personalidades e egos da parte de todo mundo.

Eu não estou me tirando da equação. Você fica cheio de si e começa a se sentir invencível e você se lembra como é bom se sentir assim. Nada dá errado quando você Está numa banda de Rock n’ Roll. Se um ator detona seu carro, sua carreira termina. Um músico detona seu carro, ele vende um milhão de discos. Por exemplo, Scott sendo preso e indo para a reabilitação as tantas vezes que ele foi… Eu já estava meio que, “já é o suficiente. Nós entendemos. Você provou seu ponto”. Eu ficava, “cara, a melhor coisa que você poderia ser agora é aquele cara que aparece brilhando. Então você seria o azarão que, de verdade, mostrou que todos estavam errados”.

E este foi o momento que tivemos no começo do Velvet Revolver. Tínhamos Scott Weiland no auge. E você olha para aquilo e diz, “gostaria que ele percebesse o quão bom ele pode ser com um pouco de foco. Porque ele pode ser um dos melhores”. Mas é a falta de foco que fode artistas como ele.

O que levou ao fim do relacionamento?


Eu disse algo na internet sobre como algumas pessoas não percebem o que têm, enquanto têm, porque estar numa banda é um momento, e é um momento efêmero. Aqui está você, no auge – como no DVD em Houston. Você está lá, todos amam você, e então você já não está mais lá. Você já era.

E todos nós já sentimos isto neste negócio, especialmente vivendo em Hollywood. Esta é a cidade do “o que você fez ontem”. E eles não ligam. Eu não ligo quantas vezes você voltou, como uma barata. Eles irão pisar em você, e você não vai morrer, mas você ainda tem que retornar e brigar para voltar ao topo. Eu gosto desta briga, mas a maioria das pessoas não consegue encarar esta briga. Elas não conseguem vencer. Elas preferem ficar sentadas no porão da casa da mamãe, na internet, e detonar todo mundo.

Então agora o foco é o Velvet Revolver 2011 em frente a todo vapor?


Yeah! Nós realmente vamos fazer de 2011 um novo período para o Velvet Revolver.

Como tem sido o processo de audições?


Nós testamos muitos caras novos, e basicamente é um processo e tanto. Scott Weiland é um dos melhores frontman por aí, e eu já estive em bandas com Axl Rose e Ian Astbury. É um cargo e responsa. Então estamos procurando por um indivíduo experimentado e verdadeiro, que possa se entrosar com caras como nós, que já têm estado por aí por muito tempo.

Não tem sido uma tarefa fácil, e é por isso que está demorando tanto. Mas nós não queremos voltar com meia força. Nós queremos criar algo que faça as pessoas dizerem, “uau, isso é demais”! Tivemos algumas situações em que estivemos com alguns cantores, mas desistimos porque não nos sentimos completamente seguros que seguir com determinado cara era o movimento certo.

Testamos alguns caras desconhecidos e outros que já estão por aí, mas o cara que com quem estamos bastante animados agora é bem conhecido. Não quero dizer nada ainda, porque ainda estamos na fase dos encontros. Ainda não consumamos o relacionamento ou fizemos um acordo de cavalheiros. Então não posso adiantar nada até termos um selo oficial de aprovação no acordo.

Você e Slash já escreveram algum material para o próximo álbum?


Sim, temos algumas músicas. Temos alguns ótimos riffs. Estamos tentando lapidá-los um pouco mais, mas há algumas coisas ótimas. Eu diria que provavelmente temos cerca de quatro ou cinco boas apostas, com letras, para coisas que me deixariam felizes num disco. É definitivamente matador. Mas, ao todo, ainda não temos música o suficiente, porque iremos entrar no estúdio e fazer.

A beleza de se estar numa banda com estes caras por tantos anos é que sabemos o que temos para oferecer. Então não temos que “pré-pensar” muito. Mesmo que possamos aliviar com baladas e tocar em outros estilos, nós estamos bem confortáveis sendo uma unidade Rock n’ Roll. Nós não precisamos fazer de nós algo que não somos. Neste sentido, somos tradicionais.

De que forma o próximo disco será diferente do “Contraband” ou “Libertad”?


“Contraband” tinha um elemento meio Punk Rock. Quando o escuto, sinto que há muita angústia nele. Quando eu fazia aquele disco, eu não era um recém sóbrio, mas estava sóbrio há pouco tempo. Lembro que ainda estava tentando me sentir confortável na minha própria pele. E esta angústia acabou sendo útil para nós.

Há uma energia que diz, “Estes caras ainda têm muita vitalidade dentro deles”. E quando eu ouço o “Libertad”, sinto que aquele álbum e algo que não éramos na época. Puxou mais para o lado do vocalista da banda. Scott queria fazer um certo tipo de álbum, então “Libertad” se tornou mais o lance dele. O “Contraband” já estava escrito antes de Scott entrar em cena. Ele apenas gravitou em direção ás canções e escreveu as letras e melodias. O “Libertad” foi um álbum baseado no que suas letras e visões eram, e saiu um pouco leve.

Parece que o seu próximo álbum pode ser mais como o “Contraband”?


Bem, esta é a meta e eu sei que estamos bem animados quanto a isso. Esta é a beleza dos caras desta banda. Posso olhar para cada um deles, e sei que eles possuem paixão suficiente para fazer música e que ainda resta força suficiente. De certa forma, ainda temos algo para provar. É mais sobre superarmos nós mesmos e tentarmos ser os melhores que podemos.

A meta agora é voltar a nos reunir, neste mês, e nos decidirmos sobre o vocalista. Slash irá terminar sua turnê no começo do verão, e então espero que até lá já tenhamos várias canções compiladas. Todos trabalhamos sozinhos, enviamos as idéias uns aos outros e trabalhamos juntos quando há intervalos. E talvez tiraremos mais algumas semanas para escrever, entrar no estúdio e gravar o álbum no fim do verão, para lançá-lo no fim de 2011. Estou ansioso para isto. Todos tivemos tempo suficiente para sair e viver outras vidas, nos aventurarmos, e retornar organicamente como uma unidade que quer fazer as coisas novamente.

Foi saudável para a banda Slash ter feito seu disco solo, ou vocês ficaram frustrados porque prefeririam trabalhar com ele no Velvet Revolver?


No começo eu me senti frustrado, mas então eu entendi onde ele estava e me coloquei em seu lugar. Ele sempre foi ótimo líder. Em se tratando de ética no trabalho, Slash é um dos caras que trabalham mais duro que conheço. Ano passado, você não podia ligar a TV sem vê-lo. Sim, para ser honesto. Mas ele precisava fazer este lance solo novamente e voltar para uma banda, e sentir o ambiente, que é completamente diferente. Agora já não está tudo sob os ombros dele, e eu acho que aquilo só pode ser bom para nós.

Site Oficial de Cyndi Lauper Divulga 8 Shows No Brasil

Nesta quarta-feira (12) a página oficial de Cyndi Lauper divulgou as datas finais dos shows de Cyndi Lauper no Brasil, em fevereiro.
No início de dezembro o site da cantora chegou a publicar diversas datas e alguns dias depois foram retiradas do ar para ajustes, gerando muita preocupação entre os fãs.
Nesta última lista publicada aparece São Paulo dia 22 e Porto Alegre dia 01 de março, e outros locais e datas que já haviam sido divulgadas anteriormente.

19/02 - sábado Chevrolet Hall/Recife/PE ( A Venda)
20/02 - domingo Vivo Rio/Rio de Janeiro/RJ ( Em Breve!)
22/02 - terça-feira Via Funchal/São Paulo/SP (Em Breve!)
23/02 - quarta feira Via Funchal/São Paulo/SP ( A
Venda)
25/02 - sexta-feira Atlanta Music Hall/Goiânia/GO ( A Venda)
26/02 - sábado
Centro de Eventos do Pantanal/Cuiabá/MT ( 20/Jan)
27/02 - domingo Auditório Master/Centro de Convenções/Brasília/DF ( A Venda)
01/03 - terça Teatro Bourbon/Porto Alegre/RS ( Em Breve!)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bob Geldof: “O Live Aid Se Tornou Um Lobby Político”


Fonte: Mojo

O website da “Mojo” conduziu uma entrevista sensacional com o músico e ativista Bob Geldof, idealizador e organizador do “Live Aid”, em 1985, que reuniu artistas como Queen, Led Zeppelin, Paul McCartney e Tom Petty num evento para arrecadar fundos para os famintos na Etiópia. Na entrevista, Bob fala um pouco dos bastidores do evento, dentre outros assuntos.

Confira a entrevista completa, em portugês, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Na noite de 23 de outubro de 1984, o músico Bob Geldof, além de outros milhões na Inglaterra, assistia ao telejornal matinal da BBC1. O que ele viu – a reportagem de Michael Burke sobre a fome na Etiópia – o sensibilizou.

“Estávamos vendo uma coisa claramente desnecessária”, diz Geldof. “Um crime, na minha opinião. Trinta milhões de pessoas estão morrendo, enquanto na Europa estamos gastando impostos para cultivar alimentos que não precisamos. Gastamos mais impostos para estocá-los e pagamos ainda mais, o que é pior, para destruí-los”.

Nesta entrevista, Bob Geldof fala sobre os bastidores do “Band Aid”, “Live Aid” e “Live 8”.

Quando você viu a reportagem de Michael Burke, quanto tempo você passou pensando, “não posso fazer nada, sou apenas um músico”. Pareceu um grande salto achar que você poderia fazer a diferença.


Eu volto para quando eu tinha 11 anos. Eu não era interessado por esportes. As condições pessoais de minha vida eram terríveis. E então o Rock n’ Roll chegou para este “não-mundo”, esta agitação, que definiu e articulou completamente o que eu estava pensando. Alguns anos depois e eu comecei um lance anti-apartheid com meu amigo Mike Foley. Eu tinha 13 anos. Eu estava lendo Steinbeck, Studs Terkel, Woody Guthrie, então fui de encontro à pobreza através da cultura popular, de certa forma. Aos 15 anos eu não precisava ir pra casa, então eu rodava por Dublin a noite toda com um grupo chamado Comunidade de Simon, fazendo sopa e servindo aos sem-teto e prostitutas. Aquilo era eu. Então quando você chega ao “Live Aid”, não é tão insano o fato de que eu buscaria pela coisa com que eu sempre pude contar: o Rock n’ Roll.

Nos leve daí para o single do Band Aid, “Do They Know It’s Christmas…


Então eu pensei, o que posso fazer? Eu tenho uma plataforma. Eu posso escrever canções, mas o Rats não está conseguindo hits. É embaraçoso, porque se eu escrever uma canção e o Rats estourar, vai parecer que estávamos tentando explorar a situação. Enquanto isto, Paula (Nota do Tradutor: a esposa de Bob Geldof) encontrou com Midge (N.T.: cantor do Ultravox) no The Tube, e ele tem feito alguns hits. Então decidimos escrever algo juntos. No taxi, quando estava indo ver meu amigo, escrevi a letra de “Do They Know It’s Christmas” e os acordes: Dó, Fá e Sol. Então, é claro, ficou claro que eu teria que juntar algumas pessoas. Através do The Tube, acabamos conhecendo o Duran Duran, então liguei para Simon Le Born. Eu vi o Gary Kemp (N.T.: guitarrista do Spandau Ballet) numa loja de antiguidades. Sting faz aniversário no mesmo dia que eu, então liguei para ele. Então por volta da hora do almoço, eu tinha uma banda e a maioria da letra, e havia este garoto que veio ver o Rats em Dublin – este garoto se tornou Bono Vox.

Então você se encontrou com Midgie… ?


Midgie escreveu a melodia. Eu disse que parecia o tema do “Z Cars”, e então ele respondeu: “É melhor do que a merda que você escreve”. Eu adaptei uma composição chamada “It’s My Life”: “it’s my life, anda there’s no need to be afraid…” – escrevi isto para o Rats, mas eles não gostaram. Então eu dei uma saída e quando retornei Midgie havia realmente feito a canção. Só precisávamos de um meio e um fim. “Here’s to you, raise a glass everyone…” nós fizemos juntos. “Feed the world, let them know it’s Christmas time…”, já não tenho tanta certeza quem de nós escreveu. De qualquer forma, terminamos a música e eu pensei, “ótimo, ela será um sucesso. O Lançarei duas semanas antes do natal, ganho 100 mil dólares, dou ao Oxfam (N.T.: organização não governamental que trabalha para combater a pobreza e injustiça ao redor do mundo), fim.

Mas não foi o fim…


Não. Então eu fui à África. Eu não queria ir, mas a imprensa disse, muito friamente, que se eu ao fosse, não haveria história. Eu era a história. Então eu fui para a África, vi a situação e percebi o quão terrível era. Harry Belafonte (N.T.: músico, cantor, ator, ativista político e pacifista norte-americano de ascendência jamaicana) me ligou e perguntou, “por que os ingleses estão fazendo isto? Por que nós não estamos fazendo isto”? Então disse para ligar para Quincy Jones. Eles fizeram o “USA For Africa”. Juntar os dois pareceu fazer sentido. Fazer um show, porque é isto que os músicos fazem. Eu sei que isto soa estranho, mas não parecia. Até o lance da transmissão via satélite não parecia novo para mim, porque eu já havia visto os Beatles fazer “All You Need Is Love”. Então eu pensei, “vou fazer o que eles fizeram”. Então George Harrison me ligou e disse, “não cometa os mesmos erros do ‘Concert For Bangladesh’, os advogados nos foderam”. Aí eu disse, “Não há advogados”. Ele respondeu, “Uau”! A idéia era: sem gravações, sem filmagens, sem videos, apenas 15 minutos de seus hits, e então tchau.

O lance sobre o “Live Aid” era, claro, o dinheiro, os 30 milhões de libras arrecadados. Mas ele se tornou algo muito além disto. Eu não tinha previsto completamente o número de telespectadores, que se tornou um lobby político. Thatcher concordou colocar a pobreza na agenda do G7, aceitando o argumento de que a pobreza é uma influência desestabilizadora da economia global. Em 13 de julho de 1985, eu entendi que isso era um lobby político. E o sucesso dele provou que as coisas poderiam mudar. O individuo é não é impotente em face das monstruosidades. Há um acordo tripartidário sobre isto agora: os Tories (N.T.: partido britânico com tendências conservadoras) colocarão 0,7% do PIB do Reino Unido para a Assistência Oficial de Desenvolvimento, algo único no mundo, e que foi um resultado direto do “Live Aid”.

Quais as lições que você aprendeu com o “Live Aid” que você aplicou ao “Live 8” ?


Não há correlação. Colocado puramente em termos financeiros: “Live Aid” – 150 milhões; “Live 8” – 80 milhões. Mas o “Live Aid” teve o momento “me dê a porra do seu dinheiro” (N.T.: Quase sete horas depois do início do concerto em Londres, Bob Geldof foi informado de que o montante recebido não passava de 1,2 milhão de libras. Geldof deu uma entrevista que se tornaria célebre, na qual fez o apelo que se tornaria célebre: “Apenas nos dê a porra do seu dinheiro”. No dia seguinte os jornais noticiaram que o montante arrecado estava entre 40 e 50 milhões de libras). E Bowie apresentou o filme sobre a fome. Eu mostrei aquele filme a David no “Havery’s Goldsmith por volta das 19h30. Vamos nos lembrar por um minuto que Bowie é um deus absoluto. Eu o conheci quando era um garoto. Eu peguei carona para vê-lo na Bélgica, durante a turnê do “Station To Station”, lhe contei que tinha uma banda e mostrei algumas fotos do Rats. Eu o enchi no backstage e ele foi tão legal. Não se esqueça que ele lançou o “Band Aid” antes do “Top of The Pops”, quando ele usou uma camiseta horrível, escrito “Feed The World”. Mas ele é o cara mais gentil. Você nunca imaginaria isso de David Bowie.

Nós o mostramos o filme, imagens sobre o problema da fome, tendo como trilha a canção “Drive”, do Cars. Ele sentou, com lágrimas nos olhos, e disse, “ok, vou lhe dar uma canção”. Eu disse, “Espere aí…”. Eu não queria que David Bowie me desse uma música, quer dizer, alô? Mas ele estava certo. Aquele era o momento no qual as pessoas diziam, “foda-se tudo, pegue o que você quiser de mim”.

O “Live 8”, entretanto… As pessoas nunca entenderam o fato de que tudo o que eu precisava era que elas estivessem ou lá, ou nas ruas ou assistindo o show na TV. Só para eu poder dizer para os líderes mundiais, “aqui estão eles, eles estão lhe assistindo, responda a eles”. Blair e Brown assistiram o “Live Aid”, eles dizem que o evento influenciou toda sua visão política. Clinton diz que assistiu. Bush até disse que assistiu por algumas horas… é claro que ele não assistiu. Mas este foram os bebês do “Live Aid”. E números são políticos. Um milhão de garotos nas ruas é político.

Então por que o “Live 8” recebeu tantas críticas?


Eu não acho que os idiotas entenderam, apesar de haver milhões deles. Aquela ressonância romântica não estava lá, apesar de eu imaginar que os fãs do Pink Floyd se lembrarão do show como a última vez em que a banda se apresentou junta. Os críticos estavam dizendo, “onde estão os negros”? Alô! Jay-Z, Beyoncé, o porra do Snoop Dog, Will Smith? E, quem são aqueles caras? – ah sim, os Black Eyed Peas.

“São todos velhotes”, disse a imprensa. Sério? O porra do Pete Doherty, Ashcroft, The Killers, Razorhead… Quem mais? Isso foi um saco! Se você ver as fitas, indiscutivelmente é um show melhor. Ok, “Live Aid” é um show fenomenal. Fora os óbvios U2’s e Queens da vida, quem fez grandes apresentações, em minha opinião, foi Elvis Costello cantando “All You Need Is Love” e lendo as letras. Bowie detonou… McCartney, que não tocava sozinho há anos, nervoso pra caralho, e seu microfone quebra e Townshend vem e o ajuda. Foi o Rock n’ Roll sendo maravilhoso. Acontece que, no final, tudo o que você precisa é de amor.

Em ambos eventos você teve a cooperação de pessoas notáveis…


Para o “Live 8”, o Pink Floyd nos deu total acesso aos ensaios, nos deixou filmar e usar as imagens para qualquer propósito que quiséssemos. Estas são supostamente as pessoas mais grosseiras do Rock. O Zeppelin e o Sabbath se reuniram para o “Live Aid”. E quando achamos as fitas para fazer o DVD do “Live Aid”, eu mostrei a Jimmy. Plant concordou, disse que poderíamos usar, mas Jimmy Said que não poderia: “Não posso Bob, está uma merda”. Eu disse, “não está uma merda, Jimmy, realmente não está. É uma pena as pessoas não poderem ver, mas você é o único filho da puta que está se recusando”. Ele continuou, “não posso… não posso”. Uma semana depois, recebi uma carta de Jimmy. “Há um novo DVD ao vivo do Zeppelin saindo. Fique com toda o dinheiro”. Foi uma generosidade impressionante. Eu odeio quando as pessoas desrespeitam o Rock n’ Roll. Odeio! Foda-se.

Música, cultura, política: você realmente nunca viu um divisão…


Tudo isto faz total sentido para mim. Tudo que já fiz foi através das lentes da música, a oportunidade que a música me deu de dizer, “foda-se, as coisas não têm que ser desta forma”. Há outros universos que são possíveis de ser construídos. E tudo isto vem de quando eu tinha 11 anos e escutava John e Paul, Mick, Bob e Pete.

Within Temptation: Divulgado Tracklist de "The Unforgiving"

Fonte: Whiplash!

O WITHIN TEMPTATION soltou a seguinte nota em seu site oficial:

"Olá todo mundo,

Vocês já conhecem o título do álbum e o nome de uma canção ('Where is the Edge'). Agora já podemos revelar o track list completo de "The Unforgiving'! Nós contaremos mais detalhes sobre o lançamento em breve, mas, primeiro os títulos das músicas:

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1. Why Not Me
2. Shot In The Dark
3. In The Middle Of The Night
4. Faster
5. Fire And Ice
6. Iron
7. Where Is The Edge
8. Sinéad
9. Lost
10. Murder
11. A Demon’s Fate
12. Stairway To The Skies".

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Stratovarius: Elysium


Fonte: Whiplash!

Os filandeses do STRATOVARIUS passaram por maus bocados nos últimos anos: com a saída do guitarrista Timo Tolkki, que compôs sozinho 95% das músicas da banda durante sua trajetória, muitos temiam que o STRATOVARIUS mudasse totalmente seu direcionamento musical sem ele. Em 2009 saiu então o primeiro álbum sem Tolkki, intitulado “Polaris”, trabalho de estreia do novo guitarrista do grupo, o jovem Matias Kupiainen. Tirando o baterista Jörg Michael, todos os integrantes da banda fizeram composições para o álbum, onde o baixista Lauri Porra se destacou, apresentando cinco músicas de sua autoria. Mas, e o direcionamento musical da banda, como ficou? Bem, contando agora com várias pessoas na parte de criação das músicas, o STRATOVARIUS realmente mudou um pouco, mas ainda se mantém dentro do gênero em que ele sempre esteve.

ImagemPara alguns mais radicais, a banda acabou com a saída de Tolkki, e nunca mais conseguirá fazer trabalhos como "Episode", "Visions" ou "Infinit". Já para outros, a saída de Tolkki foi extremamente benéfica para o grupo, pois renovou o seu som e fez com que o grupo saísse definitivamente da mesmice que muitos reclamavam. Eu sou um dos que gostaram do “novo” STRATOVARIUS e, portanto, esperava para ver como a banda iria continuar em um próximo trabalho. Felizmente, o novo álbum “Elysium” mostra um STRATOVARIUS ainda mais renovado, mas que continua fiel ao estilo musical que o fez famoso no mundo inteiro. Nas próximas linhas estarei falando um pouco sobre cada uma das músicas que compõe o trabalho “Elysium”, e expressando minha opinião sincera sobre cada uma das faixas:

1. "Darkest Hours": A faixa de abertura, uma composição de Kotipelto e Kupiainen, começa o álbum em alta, sendo uma canção de simples assimilação e bem dentro do estilo melódico que consagrou a banda durante os anos. Kotipelto mostra versatilidade em suas linhas vocais e canta o épico refrão como só um vocalista de seu “naipe” é capaz. Kupiainen solta um belo solo no meio da música, que, mesmo sendo curto, mostra sua classe e afirma que ele não foi uma escolha errada para substituir Tolkki.

2. "Under Flaming Skies": Esta música começa como uma verdadeira “avalanche sonora” para depois as guitarras e teclados silenciarem por alguns instantes, enquanto apenas o baixo e a bateria acompanham as linhas vocais de Kotipelto Depois, toda a banda participa da canção de forma majestosa. Esta composição é mais uma da dupla Kotipelto e Kupiainen, e traz uma sonoridade empolgante, com simples mas eficientes linhas de guitarra, um solo bem inspirado e vocalizações próximas da perfeição por parte de Kotipelto. Umas das melhores canções do álbum, na minha opinião!

3. "Infernal Maze": Este som começa com Kotipelto cantando de forma melancólica, fazendo com que o ouvinte pense que será mais uma balada bem triste, típica do STRATOVARIUS. Mas após um breve silêncio, a canção “explode” com Kotipelto atingindo notas mais altas para, em seguida, voltar a uma breve pausa em que os belos riffs de guitarra ditam o novo ritmo da canção. A música se torna totalmente empolgante, melódica e “para cima”. No refrão, bem típico da banda, Kotipelto atinge suas notas mais altas. Kupiainen e Johansson duelam em alguns solos bacanas com seus devidos instrumentos, enquanto a cozinha da banda acompanha tudo de perto com extrema precisão.

4. "Fairness Justified": Dando uma pausa nas canções “aceleradas”, a quarta faixa traz um som mais arrastado e lento, com linhas de baixo bem marcantes e um refrão bem épico e grandioso. Kupiainen faz um de seus melhores solos em todo o álbum, esbanjando técnica e melodia, lembrando muito o grande Timo Tolkki.

5. "The Game Never Ends": Primeira composição do mestre dos teclados Johansson, esta canção traz uma vocalização incrivél por parte de Kotipelto, refrãos grandiosos, linhas de guitarra bacanas, solos inspirados, principalmente por parte de Johansson, e grandes viradas de bateria de Jörg Michael. Uma canção curta, mas muito boa.

6. "Lifetime in a Moment": Em seus mais de seis minutos, esta canção, de autoria de Lauri Porra, mostra que o baixista é mesmo um grande compositor: pesados riffs de guitarra povoam a canção, contando ainda com linhas de baixo marcantes e com a bateria acompanhando tudo de forma precisa. As linhas vocais são bem variadas, mostrando toda a versatilidade de Kotipelto, mais uma vez, e que ele é mesmo um dos melhores dentro do seu estilo. Esta é uma canção que foge dos clichês do metal melódico, o que, em minha opinião, é algo ótimo. Grande som, um dos destaques do álbum, com certeza!

7. "Move the Mountain": Mais uma composição do mestre Johansson, só que com uma maior duração, onde ele pode então esbanjar, ainda mais, todo o seu talento. A música começa com um clima “meio triste” e uma pequena introdução ao piano, para depois Kotipelto cantar os primeiros versos da canção, sendo acompanhado por um violão. A canção passa a ter o acompanhamento dos outros membros da banda rapidamente, mas o clima lento e arrastado continua em toda a canção. É uma música com melodias variadas e um inspirado solo de Johansson.

8. "Event Horizon": Com um espetacular e veloz riff de guitarra, esta é mais uma daquelas canções ultra rápidas do STRATOVARIUS! Kotipelto canta muito, como sempre, atingindo notas bem altas em algumas partes. O clima é bem melódico e clássico, com solos maravilhosos de guitarra e teclado, que dificilmente você ouvirá em outras bandas por aí. Um som que qualquer um ouve e diz na hora, sem medo de errar, que se trata de uma canção do STRATOVARIUS.

9. "Elysium": Com seus pouco mais de dezoito minutos, a faixa título do álbum é praticamente uma síntese de tudo o que representa o atual STRATOVARIUS: uma banda que esbanja competência para fazer músicas melódicas e progressivas, e que hoje, graças a Deus, traz canções bem mais variadas do que na época onde apenas Timo Tolkki ditava o direcionamento musical do grupo. Elysium traz vários climas ao ouvinte, e pode ser considerada, sem exagero, como uma das canções mais inspiradas e bacanas da carreira da banda, fechando o novo trabalho com chave de ouro.

Em suma: “Elysium”, o álbum, é mais um trabalho digno de carregar o nome STRATOVARIUS, e consegue, ao mesmo tempo, mostrar renovação e continuidade ao legado musical da banda. Um disco que muitos fãs, os mais radicaiss atirarão pedras, mas onde outros (que eu acredito que serão a maioria) irão curti-lo sem nenhum problema. Não se assuste se este belo trabalho passe a ser comparado com os grandes clássicos da banda por uma significativa parcela de fãs, pois “Elysium” é realmente um grande álbum do STRATOVARIUS.

Formação:

Timo Kotipelto – Vocais
Matias Kupiainen – Guitarra
Jens Johansson – Teclado
Jörg Michael – Bateria
Lauri Porra – Baixo

Faixas:

1. "Darkest Hours" 4:11
2. "Under Flaming Skies" 3:52
3. "Infernal Maze" 5:33
4. "Fairness Justified" 4:21
5. "The Game Never Ends" 3:54
6. "Lifetime in a Moment" 6:39
7. "Move the Mountain" 5:34
8. "Event Horizon" 4:24
9. "Elysium" 18:07

Tempo total: 56:35