segunda-feira, 7 de novembro de 2011

W. AXL ROSE: "VOCÊS SÃO TODOS DESPREZÍVEIS" (PARTE II)


FONTE: Whiplash!

Outro detalhe revelador que emergiu do processo no fórum dizia respeito ao modo no qual a banda original de cinco membros tinha concordado em dividir seus lucros no grupo, isso ainda nos dias antes de terem se tornado tão espetacularmente bem-sucedidos. Depois de deduzirem a comissão do empresário, de 17.5 por cento, Axl descreveu como ele e Slash tinham criado uma fórmula bem peculiar para o rateio do resto do dinheiro. Durante a pré-produção de ‘Appetite’, ele disse, ‘Slash bolou um sistema para deduzir quem escreveu quais partes de uma música ou parte de uma música. Havia quatro categorias, creio eu. Eram letras, melodia, música – guitarras, baixo e bateria – e acompanhamento e arranjos. E nós dividíamos cada uma dessas categorias em vinte e cinco por cento. ’ Ele emendou: ‘Quando tínhamos terminado, eu tinha 41 por cento [dos rendimentos totais], e cada um deles tinha porções diferentes.’

Com o juiz calculando que a ‘porção diferente’ de Steven giraria em volta dos 15 por cento, o caso foi encerrado abruptamente seis semanas adentro dos testemunhos, quando no dia 24 de Setembro, Axl instruiu seus advogados a fazerem um acordo fora dos tribunais, concordando eventualmente em fazer um pagamento único em torno de 2.5 milhões de dólares a Steven, além de um acordo que cederia 15 por cento de todos os repasses de royalties relativos ao período no qual ele esteve na banda – ou seja, os dois primeiros discos. Steven agora diz que o cheque foi na verdade de US$ 2.25 milhões. “Não foi um acordo para me comprar. Era o que eles me deviam. E eu consegui meus royalties de volta.”

Apesar do dinheiro, ainda é motive de grande arrependimento para ele, diz Steven, que a banda original tenha acabado tão mal. “Eu me conheço, eu conheço Slash também, porque nós sempre falávamos sobre como poderíamos ser como o Aerosmith, como os Stones. Cara, eles estão juntos faz trinta, quarenta anos, porra.” Ele ainda disse que “a coisa mais dolorosa” tinha ocorrido ‘ao final do processo, quando todos os jurados me abraçaram e disseram ‘Boa sorte e se cuida’. Eles odiaram os outros membros do Guns N’ Roses. Quando eles estavam na cadeira das testemunhas, perguntavam pra eles, ‘Quantas vezes o senhor já teve uma overdose?’ e a resposta era vinte ou trinta vezes cada um. E ali estavam eles, expulsando esse cara legal que estava sob tratamento? Isso fez com que eles parecessem cuzões ainda maiores do que eram.”

Como já se previa, Axl ficou ultrajado com a decisão, sem conseguir admitir que Steven tivesse tido um papel fundamental na ascensão da banda ao estrelato. “Ele não escreveu nenhuma porra de uma nota em ‘Appetite’, mas ele me chama de fdp egoísta!” ele esbrevajou. “Ele tem conseguido viver daquele dinheiro, comprar uma caçambada de drogas e contratar advogados para me processar.” Ainda amargando até hoje os 15 por cento que o baterista recebe, agora se referindo ao acordo como ‘um dos maiores erros que eu já fiz na vida”, a perspectiva de Axl é que “ao longo do tempo, eu paguei por isso muito arduamente” por ter tido Steven Adler no Guns N’ Roses. Pode-se dizer que Adler também ‘pagou caro’ por estar na banda. Meses depois de seu acordo financeiro, ele teve uma overdose tão séria que desencadeou um derrame, deixando-o parcialmente paralisado. Além de sua banda ocasional, o Adler’s Appetite, com a qual ele toca intermitentemente hoje em dia, ele não tem feito nenhum trabalho sério – tampouco tem sido levado a sério – na indústria musical desde sua demissão em 1990.

Mas se Axl estava tendo seus problemas, o para o resto do Guns N’ Roses, dois meses depois de a turnê mundial ter finalmente acabado, estava de volta ao batente, como se costume, com Slash, em particular, agora trabalhando em músicas novas. Também havia o lançamento eminente de um novo álbum, intitulado ‘The Spaghetti Incident?’’, que chegaria às lojas em Novembro – uma incongruente e mal-recebida coleção de ostensivos covers de bandas punk que visava estabelecer as raízes da banda além de suas óbvias conexões com o heavy metal, mas que teve o efeito oposto, fazendo com que o grupo parecesse ainda mais fora de sintonia com a época do que seus similares do nascimento do grunge, agora chegando ao zênite com o então recente lançamento do novo e brutalmente descomprometido álbum do Nirvana, ‘In Utero’. Comparando, ‘The Spaghetti Incident?’ era uma compilação insatisfatória e confusa, desde seu título obscuro até a capa do disco – um close de um prato de espaguete enlatado. Tal como a [revista estadunidense] Rolling Stone apontou em sua resenha do trabalho, ‘o punk rock é às vezes melhor interpretado como um grito vigoroso de protesto contra a própria falta de poder, mas Axl não se conecta muito bem ao material punk rock em Spaghetti a não ser como um meio de pura agressão. Ele nem consegue xingar direito. ‘

Covers díspares de bandas óbvias como o The Damned [‘New Rose’] e dos Dead Boys [‘Ain’t It Fun’] com covers de grupos que não tinham nada a ver com o punk como o Nazareth [‘Hair of the Dog’] e, pra acabar, do The Skyliners [cujo sucesso de 1958, ‘Since I Don’t Have You’ se tornaria o próximo single da banda], enquanto não erraram o alvo por completo, demonstravam uma banda forçando demais a barra. Isso fica mais óbvio quando ele adota um sotaque cockney de fazer chorar ao estilo de Dick Van Dike para uma versão do clássico demente ‘Down On The Farm’ do UK Subs, mas ainda mais desastrosamente com a faixa final do disco original, uma versão de ‘Look at Your Game, Girl’, escrita originalmente pelo psicótico Charles Manson.

Acompanhado por seu jardineiro, Carlos Booy, no violão, ‘Look At Your Game, Girl’, era algo que Axl tinha gravado sozinho tarde da noite sem contar ao resto da banda. Encaixando-a no fim do disco como uma faixa bônus ‘escondida’ e não inclusa na lista impressa na parte de trás do encarte, ela era, na verdade, uma mensagem pessoal para Stephanie Seymour, com quem ele tinha rompido oficialmente enquanto os toques finais estavam sendo dados à mixagem em setembro de 1993, chegando ao ponto de retirá-la dos créditos dados a ‘parentes próximos’ no disco – apesar dele manter o nome do filho dela, Dylan. “A separação teve um enorme efeito sobre Axl,” um amigo comentaria depois. “Aquela foi a primeira vez na vida dele que ele teve estabilidade. E daí ele ficou sem nada.”

Por muitas vezes, Axl tinha aparecido no palco – e no vídeo de ‘Estranged’ – usando uma camiseta de Charles Manson, mas gravar uma das músicas do assassino condenado causou ainda mais indignação – não menos dentro da própria banda, que se viu no papel de marido traído enquanto os críticos comentavam a faixa. Apesar da promessa forçada do grupo de doar quaisquer lucros provenientes da música para o filho de uma das vítimas de Manson, o gracejo provocou boicotes a todos os produtos da [gravadora] Geffen. Claro que Axl não foi o primeiro astro do rock a se tornar infantilmente interessado pelo culto a Charlie Manson. Na Inglaterra, os auto-intitulados ‘terroristas da arte’ Psychic TV tinham vestido camisetas de Manson muito antes de Axl sair de Lafayette, indo ao ponto de borrar paredes de camarins com os mesmos slogans deixados em sangue nas paredes da casa da vítima de assassinato Sharon Tate. Nos EUA, os padrinhos do grunge, o Sonic Youth já tinha gravado outra música de Manson, ‘Death Valley 69’ [que também tinha a poeta do punk, Lydia Lunch]. Quando os Lemonheads gravaram ‘Home is Where You’re Happy’ de Manson, tempos depois, o vocalista Evan Dando afirmou que ‘Charlie era apenas um bom símbolo do começo de minha vida nos EUA, de como as coisas estavam ficando deturpadas. ‘

Gravar uma música de Manson não foi nada, entretanto, comparado ao ponto que o Nine Inch Nails chegou, para se ‘familiarizar’ com a ‘vibe’ de Manson, com o frontman Trent Reznor se mudando de fato para o endereço Cielo Drive # 10050 – o endereço do mais infame dos assassinatos da família Manson – com um estúdio móvel e gravando seu disco multi-platinado de 1994 ‘The Downward Spiral’ no local. “Todo mundo procura por um herói,” disse Reznor. Manson era simplesmente “o máximo em tabu em matéria de ícone.” Ou como Manson astutamente afirmou uma vez: “O mito de Charles Manson corrompeu mais mentes do que eu jamais fui acusado de tocar.”

No caso de Axl, ele inicialmente defendeu a escolha da música dizendo: “A música fala sobre como essa garota é louca e está jogando um jogo mental. Eu achei que era irônico que tal canção tivesse sido gravada por alguém que deveria conhecer as sinuosidades internas da loucura.” Foi uma decisão da qual ele acabaria se arrependendo, apesar de tudo. Falando com a Rolling Stone seis anos antes, ele anunciou que ele tinha recentemente decidido remover tanto ‘One In A Million’ e ‘Look At Your Game, Girl’ de todas as futuras cópias de seus respectivos álbuns. Não que ele estivesse pedindo desculpas, ele apenas achava que elas eram ‘facilmente mal-interpretadas demais’. Tendo dito isso, quase sete anos depois de tal afirmação, em uma simples navegada pelas páginas do [site musical] Amazon [em qualquer lado do Atlântico] revela que ambas as faixas ainda permanecem como parte dos dois discos.

O que Stephanie achou da canção jamais foi revelado. Mas é provável que ela não se importasse mais, de qualquer modo. A briga no Natal anterior tinha sido a gota d’água pra ela, e apesar da relação ter continuado à distância enquanto a banda estava na estrada durante o começo de 1993, quando Axl retornou a Los Angeles, Stephanie havia retomado sua carreira de modelo e começado secretamente a sair com o executivo milionário, e editor da revista Interview, Peter Brant. Uma reviravolta que incendiou Axl de tal modo que ele ordenou a seus empregados que obtivessem uma foto da esposa de Brant, Sandra, que ele levou até Yoda, de acordo com um ex-funcionário da Geffen, para ‘jogar um feitiço em Sandra para protegê-la de Peter, porque ele achava que ela também tinha sido chifrada como ele tinha sido, e ele tinha muita pena dela. ’

sábado, 5 de novembro de 2011

Jason Newsted: Tocando Em "Banda de Bar"?


FONTE: Whiplash!

Na semana passada, nós mencionamos como Jason Newsted, antigo baixista do METALLICA (N.T. e também do VOIVOD... reparem na munhequeira com a caveirinha desenhada pelo Away), ressurgiu recentemente com um projeto novo chamado Papa Wheelie (ugh, não me acostumo com esse nome terrível). A banda tocou em seu segundo show ao vivo neste fim de semana passado e naturalmente alguém estava lá para filmar, e os caras finos do Metal Insider acharam a filmagem abaixo. Na minha opinião, não é nada mau para uma "banda de bar", mas nada demasiado impressionante também. O que vocês acham?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Guns N' Roses: Ninguém Pode Acordar Axl Rose!


Fonte: Whiplash!

Axl Rose e sua banda estavam hospedados no Hotel Mondrian, em South Beach, Miami, no sábado. No entanto, Axl estava dormindo quando chegaram ao hotel, e como ele não gosta de ser acordado quando está descansando, continuou a dormir.
A medida que a banda chegou ao hotel, o trafego foi retido e um caminho foi liberado para que os roqueiros chegassem até seus quartos.

No entanto, os fãs perceberam que Axl não havia descido do ônibus e começaram a se perguntar, onde estaria Axl? Até que um segurança esclareceu tudo: "Ele ainda está dormindo no ônibus da turnê. Ninguém pode acordar Axl Rose quando ele está dormindo."

Algumas horas depois, Axl finalmente acordou. O vocalista foi visto "com os olhos turvos, mas bem descansado" ao deixar o ônibus e entrando no hotel.

W. AXL ROSE: "VOCÊS SÃO TODOS DESPREZÍVEIS" (PARTE I)


Fonte: LoKaos Rock Show

Trecho não-publicado de ‘W.A.R. – The Unauthorized Biography of William Axl Rose’, biografia de Axl Rose de autoria de Mick Wall, publicada em 2007. Traduzido com consentimento do autor por Nacho Belgrande para o LoKaos Rock Show.

Os seis meses finais da turnê mundial de dois anos e meio que o Guns N’ Roses havia iniciado em 1991 foram, sob muitos aspectos, os mais fáceis. Tendo voltado ao Japão, onde sua equipe fixa de 80 pessoas chegou na manhã de 11 de janeiro de 1993 – um dia antes do primeiro de três shows no futurístico Tokyo Dome – até Axl entendia naquela altura que não era prudente emperrar a estrutura da banda. No Japão, os shows – tal como muitas outras coisas – são eventos controlados rigidamente que começam e terminam de modo planejado. Diferentemente do hemisfério ocidental, aonde certo atraso é quase que esperado pelos maiores nomes da elite cultural-liberal, sejam eles da música, moda, cinema ou artes visuais, tal atitude no Japão mal é entendida, quiçá tolerada. Como resultado, o último trecho da turnê mundial começou com um início não-customeiramente organizado, com a banda chegando para a passagem de som às 2 da tarde no dia do show, e Axl pronto para subir ao palco às 06h40min da tarde em ponto. Começando com ‘Welcome to the Jungle’, a banda mandou um set de 18 músicas, o qual eles concluíram educadamente com Axl descendo para perto da platéia para distribuir rosas embaladas separadamente, uma a uma. Apesar dos pesados traumas emocionais pelos quais ele tinha passado em casa com Stephanie, ele ainda parecia contemplar um futuro com ela. Esse trecho final da turnê seria ‘só a nata’, com a banda reduzida a sua formação mais natural de seis pessoas, permitindo a eles que coletassem um baita pagamento depois do outro enquanto eles passavam por aquelas partes do mundo que ainda não tinham cansado deles.

Nos bastidores, contudo, algumas coisas nunca mudam. Axl tinha toda sua equipe de apoio com ele, incluindo áreas especiais da coxia para Suzzy London e Sharon Maynard e suas respectivas tropas de assistentes. “Elas tinham que acompanhá-lo até o Japão para certificá-lo de que as ondas de energia negativa não o pegassem lá,” um incrédulo ex-empregado explicou. Até aquele ponto, Axl tinha solicitado informações detalhadas sobre instalações nucleares no país – e a fonte de energia do Tokyo Dome em específico – antes mesmo de ele ter chegado ao país. Enquanto alguns membros da equipe fossem tolerantes a tais patacoadas esotéricas, outros eram profundamente céticos quando ‘às reais intenções de Maynard’. ‘Se fosse pra algum lugar exótico, maravilhoso ao redor do mundo, ‘as conselheiras’ geralmente tinham que ir a determinado ponto’ um ex-empregado contaria depois à [revista] Rolling Stone. “Mas se fosse pra ir até Kansas City, estava tudo perfeitamente bem.”

O resto do tempo da banda no Japão seguiu um padrão mais convencional, começando com uma grande festa depois do primeiro show no distrito de Reppongi chamado Lexington Queen – um ponto familiar para bandas estrangeiras de passagem pela cidade, freqüentado por modelos do ocidente trabalhando em Tóquio. No segundo show, no dia 14 de Janeiro, até mesmo Axl estava começando a sentir-se mais em casa, atrasando o show por uma hora e dedicando a música ‘Yesterdays’ a seu meio-irmão Stuart. Depois, ele e a banda se juntaram a Ronnie Wood, dos Rolling Stones, que também estava tocando na cidade aquela noite, na festa ‘after-concert’ dele no Lexington Queen. Na noite seguinte, Axl apresentou ‘Live And Let Die’ como ‘Live and Let Stir-Fry’. Wood, ainda circulando com Slash desde a noite anterior, juntou-se a eles no palco para uma extensa versão de ‘Knockin’ On Heaven’s Door’, que fecharia o show.

Duas semanas depois, eles estavam na Austrália, onde o show deles em Melbourne no enorme Calder Park Raceway Stadium no dia 1 de fevereiro bateu recordes nacionais de público. Três dias depois, eles estavam na Nova Zelândia, onde Axl e Duff comemoraram seus aniversários em uma festa de aniversário conjunta num restaurante de luxo com vista para o porto de Auckland. No dia 6 de fevereiro, data do trigésimo – primeiro aniversário de Axl, eles tocaram no Mount Smart Stadium de Auckland. No clímax de ‘November Rain’, uma dúzia ou mais de membros da equipe técnica entraram no palco para entregarem um bolo gigante a seu líder, no que Slash e Duff conduziram a platéia numa versão de ‘Feliz Aniversário’ enquanto Axl tentava parecer surpreso. Quinze dias depois, eles estavam de volta aos EUA prontos para começar o trecho ‘Skin and Bones’ da turnê, como eles o chamavam agora, com um show lotado no Frank Erwin Centre em Austin, Texas. Sem a seção de metais e vocalistas de fundo, o meio do show agora tinha uma seção acústica composta quase que inteiramente do lado dois do [álbum] ‘GN’R Lies’ – menos ‘One In A Million’, que nem mesmo Axl era louco para querer tocar ao vivo.

Claro, a turnê ainda tinha seus inesperados ‘atrasos’ e datas remarcadas nas coxas. Quatro shows coram cancelados logo no começo da turnê devido a ‘condições meteorológicas adversas’. Enquanto no dia 3 de Abril um show em Sacramento foi terminado depois de 90 minutos quando Duff foi atingido na cabeça pelo que Slash disse à platéia que era ‘uma garrafa de mijo’ mas que o [programa] MTV News depois apurou ser uma garrafa plástica de água. Seja lá o que fosse, nocauteou Duff e ele teve que ser levado a um hospital local. Apesar de ter sido Axl quem anunciou que o show teria que ser parado, foi Slash quem foi ao palco e encarou o público quando ficou claro que Duff teria que receber atenção médica. Explicando a situação, ele pediu que todos fossem embora pacificamente, acrescentando: ‘Não tretem com ninguém, não zoem o prédio’. Por uma vez, ninguém o fez.

Outro show foi cancelado em Abril – essa vez no Omni em Atlanta, na Geórgia – quando Axl percebeu que era o mesmo lugar onde ele tinha sido preso depois de um embate com um segurança na turnê com o Mötley Crüe em 1987. Com Axl ainda tecnicamente sob condicional depois do processo devido ao tumulto em St. Louis dois anos antes, ele disse a Doug Goldenstein para cancelar o show. “Eu não vou ficar dando mole pra Kojak’, Axl diria depois em um comunicado à imprensa. Ele já estava ‘escaldado demais pela experiência. ’

Os incidentes mais dramáticos da turnê dessa vez decorreram do substituto de Izzy Stradlin, Gilby Clarke, que fraturou seu pulso esquerdo em um acidente de moto no dia 29 de abril, enquanto treinava para uma corrida de celebridades organizada pela TJ Martell Foundation para angariar fundos para pesquisas sobre leucemia, câncer e AIDS, o que resultou nos últimos quatros shows do itinerário da banda nos EUA serem cancelados. A ausência de Gilby também ameaçava o planejado retorno da banda à Europa naquele verão para shows em festivais. Mas Axl apareceu com uma solução de última hora. Ele simplesmente ligou para Izzy e pediu que ele fizesse os shows com eles – em caráter estritamente provisório, claro. Mais inesperadamente ainda, Izzy concordou.

“Izzy e eu crescemos juntos e somos como uma família sob vários aspectos – incluindo termos nossas diferenças,” Axl explicou depois. Quando eu o lembrei dessa declaração depois, Izzy simplesmente sorriu e balançou sua cabeça. “Bem, o que mais ele poderia dizer? Eles estavam sem opção alguma e se eu não tivesse concordado em ajudar, eles poderiam ter perdido todo aquele trecho da turnê.

Começando no dia 22 de Maio num local construído especialmente no Hayarkon Park, em Tel Aviv, mais de 40 mil fãs apareceram para o que foi considerado o maior show de música jamais realizado em Israel. No meio do set, a banda tocou uma versão surpreendentemente fiel de ‘Hava Nagila’, debaixo de uma tempestade, assim como comentários da imprensa no dia seguinte a respeito da camiseta com os dizeres ‘Guns N’ Moses’ que Axl vestiu no palco.

De lá, a turnê pegou embalo, e no dia 24 de maio – segundo aniversário da tour – no Estádio Olímpico de Atenas, a supermodelo Claudia Schiffer juntou-se a eles para uma festa no Mercedes Club. No dia 26, eles se apresentaram em Istambul, onde Axl parou o show depois de três músicas para repreender a platéia por disparar fogos de artifício uns contra os outros. “Alguém vai se machucar e a banda será forçada a deixar o estádio,” ele disse a eles. Notavelmente, o público se conteve e o show continuou.

No dia 29 de maio, a banda fez seu primeiro show na Inglaterra em um ano quando encabeçaram a primeira de duas apresentações para mais de 50 mil pessoas no National Bowl em Milton Keynes. Ao fim, depois do bis com ‘Paradise City’, Axl arremessou duas dúzias de rosas vermelhas para a platéia. Para os fãs ingleses, Milton Keynes era também um show de retorno para um dos membros originais. Para Izzy. ‘Foi estranho. Passamos por Israel, Grécia, Istambul, Londres – eu gostei daquele lado da coisa, ver lugares pelos quais nunca tinha passado. ’ Mas isso foi a única coisa que ele gostou. Depois de ele ter saído da banda, ele disse, ele tinha ‘uma caçambada de dinheiro em algum lugar esperando por mim e eles não estavam me pagando. Eu não sei qual foi o lance, algum tipo de detalhe técnico legal, ’ Fundos que, afirma ele, só foram liberados depois que ele aceitou voltar temporariamente. “Dinheiro era uma ferida bem aberta. Eu fiz os shows só pelo salário. O que eu digo é, eu ajudei a fundar essa banda…”

O segundo show, no dia seguinte, teve a chegada de Gilby nos bastidores, junto com sua esposa, que tinham vindo de avião especialmente para a ocasião. Com o ferimento no pulso de Gilby agora curado, esse também era o último show de Izzy com a banda. Para o bis, eles tiveram Ronnie Wood e o ex-vocalista do Hanoi Rocks e chegado de Axl, Mike Monroe. Posteriormente, Izzy disse que saiu sem dar tchau. “Eu na verdade não disse ‘até mais’ porque eles estavam todos chapados. Duff e esses caras, eles nem me reconheceram. Foi realmente bizarro. Era como tocar com zumbis. Ah, cara, era simplesmente horrível. Ninguém estava mais rindo…”

Com Izzy for a, e Gilby de volta, a turnê voltou para a porção continental da Europa, continuando com shows lotados na Áustria, Holanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Suíça, Alemanha, Itália, Espanha, França e Bélgica. No dia 21 de Junho, no meio de um giro de cinco datas pela Alemanha, a banda lançou um pacote de vídeos para consumo doméstico: os auto-explicativos Don’t Cry – Makin’ Fucking Videos Part I e November Rain – Makin’ Fucking Videos Part II.

Não exatamente. Axl, por exemplo, ainda tinha muitos negócios pendentes, a começar no dia 23 de Agosto, com uma audiência no Tribunal Superior de Los Angeles, onde ele testemunhou contra Steven Adler na ação legal do baterista contra o grupo. Repetindo sua afirmação de que ele e a banda ficaram sem escolha a não ser despedir o baterista quando se tornou aparente durante a gravação de ‘Civil War’ na qual Steven não conseguia desempenhar sua função adequadamente por causa de seu vício em heroína – insistindo que ele precisou de mais de 60 takes para conseguir gravar sua parte direito – o juiz ainda decidiu contra Axl, tendo uma visão compreensivelmente sombria do modo áspero e mal conduzido pelo qual um membro fundador da banda tinha sido ejetado dela, privando-o de direitos autorais e de renda num momento onde era bem sabido que o resto deles tinha seu próprio problema de longa data com drogas.

[Continua]Depois do último show em Paris, no dia 13 de julho, a banda voou direto pra Argentina, onde o último show da turnê mundial estava programado para acontecer no Estádio do River Plate, em Buenos Aires, com capacidade para 70 mil pessoas no dia 17 de julho. Apesar de não o saberem, seria também o último show do que restou da banda original. Como se para terminar a turnê de modo que todo mundo, e não somente Axl, estava não – salutarmente acostumado, uma noite antes do show, mais de 50 oficiais de polícia da divisão de narcóticos da cidade arrombaram a suíte de Axl na cobertura, onde ele estava jantando. Após conduzirem uma meticulosa busca por drogas, eles bateram em retirada, sem pedirem desculpas, após não encontrarem nada. “Eles teriam tido mais sorte se tivessem tentado um dos outros quartos,” mandou um membro da equipe. “Naquela época, Axl era o único que não consumia drogas permanentemente.”

Transmitido ao vivo pela TV na Argentina e no Uruguai, pra variar o show na noite seguinte começou pontualmente às 09h30min da noite. O set de 21 músicas começou com ‘Nightrain’ e terminou com ‘ Paradise City’, e por volta da meia-noite a banda já estava de volta no hotel, onde Axl, Slash e os outros permaneceram no bar até as seis da manhã do dia seguinte, Axl no piano de cauda por parte do tempo, brindando os presentes com uma última música.

Quarenta e oito horas depois, eles estavam de volta para onde tinham começado, Los Angeles. Tinha sido a mais longa turnê na história do rock: 192 shows em 27 países, com vendas de ingressos passando os sete milhões de unidades, arrecadando quase US$ 50 milhões de dólares – uma quantia quase nunca antes ouvida para uma única turnê. Nem mesmo os Rolling Stones poderiam esperar fazer esse tipo de dinheiro só com vendas de ingressos até muitos anos carreira adentro. Mesmo o Grateful Dead, que excursionava com sucesso fazia décadas, não poderia esperar fazer mais de US$ 40 milhões tocando ao vivo no começo dos anos 90.

Enquanto isso, os dois volumes de ‘Use Your Illusion’ agora eram platinados sete vezes só nos EUA, com vendas no mundo todo juntando os Illusions, com Appetite e GN’R Lies agora passando de 70 milhões de cópias. Na verdade, Appetite acabaria vendendo mais de metade disso sozinho. Para estabelecer uma comparação, isso é um milhão de discos a mais do que Bob Dylan vendeu em toda sua carreira. Mesmo o Led Zeppelin levou quatro discos para chegar a esse nível. Para o Guns N’ Roses, isso aconteceu imediatamente. Não é de se surpreender que tanto eles como Axl tenham tido tanto problema para se acostumarem com isso.

Slash agora aponta para a turnê de verão de 1992 como o ponto de ruptura no que diz respeito às relações de Axl com o resto da banda. “Em alguma altura durante os shows com o Metallica, eu simplesmente me perdi de Axl,” ele diz. “Eu simplesmente não estava mais onde ele estava. Eu não sabia mais onde eu estava! Steven já tinha saído e daí perder Izzy… e não tínhamos mais controle sobre nada. Tudo estava meio que… fora de controle. Daí, do nada, nós saímos da estrada depois de dois anos e meio excursionando e tudo meio que… parou. Morreu.”

CONTINUA!!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Slash: Guitarrista Fala Sobre a Origem da Sua Cartola


Fonte: Whiplash!

Slash recentemente explicou sua escolha por usar cartola ao The Associated Press. O guitarrista escolheu usá-la nos palcos pois, "Você pode apertar bem, deixar o seu cabelo cobrindo o seu rosto e de certa forma se esconder por tras disso. Eu sempre fiquei um pouco nervoso na frente de multidões e isso me fez sentir mais confortável".

A respeito do chapéu escolhido, a cartola surgiu de uma expedição de 'compras' em Los Angeles': "Eu fui em uma loja em Melrose em Los Angeles e vi a cartola, e imaginei, 'isso é legal'. E nós tínhamos um show naquela noite, então eu estava realmente procurando por alguma coisa para usar nesta noite.


"O guitarrista admite ter roubado a cartola. Essa história foi contada em detalhes ao ser entrevistado por Amanda Christine Miller para o The Huffington post em 2007.
"Eu sempre tive uma queda por chapéu; realmente completa o visual. Por volta de 1985, no início da carreira do Guns n' Roses, antes de termos contrato com alguma gravadora, eu estava em Melrose procurando por algo legal para usar no show daquela noite no 'The Whiskey'. Eu não tinha dinheiro algum, significava então que tinha que ser algo que eu pudesse roubar. Então eu fui até uma loja chamada 'Retail Slut' e vi essa cartola, e ela praticamente me chamou. E você sabe, quando se decide que realmente gostou de algo, não há volta: você precisa daquilo. Eu a coloquei e ela ficou legal, mas então eu pensei, 'como se rouba uma cartola?', não é algo que você pode colocar no bolso. Então eu peguei-a e sai da loja, andei metade da quadra e ninguém me seguiu, daí vi que havia conseguido escapar com ela."

"Antes de ter ido àquela loja eu havia pego um cinto (também roubado) de uma loja chamada 'Leather Treasures'. Eu voltei para o apartamento onde eu vivia com o Axl na época e a cartola era bem legal, mas parecia muito simples. Então eu tive aquele famoso momento da lâmpada brilhando: peguei o cinto, cortei no meio, e coloquei-o em volta da cartola. E aquilo se tornou minha assinatura. Ela tem várias finalidades: uma aparência legal, me ajuda a escapar da exposição pública pois eu posso me esconder por trás dela, e é a solução perfeita para os dias de 'cabelo ruim'. Tenho usado desde então."

"Eu havia provado alguns chapéus diferentes - sempre achei os chapéus tipo coco e borsalino legais, mas nada que ficasse caracterizado como algo meu".

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

JON BON JOVI ABRE RESTAURANTE "PAGUE O QUE QUISER" NOS EUA


FONTE: WHIPLASH!

O cantor Jon Bon Jovi abriu um restaurante nesta quarta-feira (19) na cidade onde reside, Sayreville, Nova Jérsei, nos Estados Unidos. O estabelecimento chama-se "The Bon Jovi Soul Kitchen" e é um restaurante que segue os padrões de "pague o que quiser", ou seja, não existe um preço pré-estabelecido para os pratos servidos e os clientes pagam apenas uma doação e a quantia é da escolha do cliente. Além disso, os freqüentadores podem pagar a refeição com horas de voluntariado no próprio restaurante.

Segundo o site da revista britânica NME, o estabelecimento de Jon Bon Jovi serve apenas comidas orgânicas e o músico terá bastante tempo para cuidar de seu novo empreendimento, já que seu grupo deve permanecer num hiato de dois anos, conforme o próprio vocalista já revelou em entrevistas à imprensa.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Joe Satriani: "Ninguém Pode Ser Maior Que o Led Zepellin"


Fonte:Whiplash!

O guitarrista do CHICKENFOOT, Joe Satriani, foi entrevistado por Krishta Abruzzini do KNAC.com. Ele falou, entre outros temas, sobre o projeto CHICKENFOOT, sobre a crítica e sobre a possibilidade de largar sua carreira solo. Trechos da conversa podem ser vistos abaixo.

Um dos fãs fez a seguinte declaração: "Esta será a coisa mais legal que Sammy Hagar fez desde o primeiro álbum do MONTROSE. Hagar precisa voltar ao hard rock, Satriani precisa ser mais comercial e Chad Smith apenas ficará feliz em fazer algo mais do que aquelas merdas de rock de surfista. Este álbum será maravilhoso!" Como você se sente sobre isto?

Satriani: "Wow, você sabe, eu nunca entrei na mente da crítica, dos resenhistas ou dos fãs, pois você apenas pode ser você mesmo. Eu aprendi isso faz um bom tempo. Você pode se imaginar embarcando em uma carreira de guitarrista de rock instrumental? Este é o tiro mais distante que você pode tentar. Então eu cheguei à conclusão que você apenas deve fazer o que você faz e acreditar no que você faz, e não tem que acreditar em boas resenhas, como também não tem que acreditar em más resenhas. O ponto da coisa toda é quando estes quatro caras pouco comuns se juntam e percebem que têm tantas raízes em comum que é até surpreendente, e isso impulsionou a excitação que cada um teve nesta reunião. Nós começamos tocando, e todos sabiam, essa música do BLACK SABBATH, ou aquela do CHUCK BERRY, ou aquela do ROLLING STONES. Quero dizer, todos sabem o mesmo tipo de músicas. E nós fomos surpreendidos por isto. Eles olharam para mim tipo: 'Joe Satriani conhece CHUCK BERRY? Eu não posso acreditar nisso!' E eles olharam para Chad tocando: 'Você sabe como tocar BLACK SABBATH? Eu não posso acreditar nisso!' (Risos) E Sammy, se eu puder mencionar alguma música obcura de Jimmy Reed, ele irá dizer: 'Eu conheço essa'. Nós ficamos chocados em quanto nós tinhamos em comum, pois eu nunca pensaria nisso se eu tivesse apenas ouvido o catálogo deles. Eu sei que individualmente esses caras são maravilhosos. Chad é um maravilhoso baterista, Mike é um super músico e é muito divertido tocar com ele, e eu não podia imaginar o quanto Sam pode cantar".

Se essa banda conseguir grande sucesso, você considera a possibilidade de deixar sua carreira solo? E isso já foi discutido com todos, respectivamente?

Satriani: "Eu acho que ninguém precisa pensar em deixar nada. Há tempo o bastante para tudo. As pessoas me perguntam isso muito, e eu penso sobre isto, e eu quero ouvir um novo disco do CHILI PEPPERS, eu quero ver a formação do VAN HALEN com o retorno de Sammy, então eu iria comprar um ingresso. E eu gostaria também de me juntar aos meus companheiros e fazer algum material solo, eu não posso ver o motivo disso não acontecer. A vida é um pesadelo sincronizado, mas é algo que nós devemos trabalhar".

Sammy falou que vocês quatro poderiam rivalizar com LED ZEPPELIN. Uma declaração bastante forte!

Satriani: "(Rindo) Eu amo Sammy. Ele diz as coisas mais loucas. O LED ZEPPELIN é a maior banda de todas. Ninguém pode ser melhor do que eles neste tipo de música na minha opinião. Eu digo, eles simplesmente a criaram. Se há algo que nos mantém juntos é que nós pertencemos a esta tradição de sermos abertos às nossas raízes. O LED ZEPPELIN era assim, realmente aberto às suas raízes do blues, e isso se tornou parte da identidade deles. Eu acho que isso deu validade a eles enquanto banda. Esta banda, não pelo propósito, mas simplesmente pela maneira que ela aconteceu, somos bastante abertos com as raízes que temos. Estamos um pouco deslocados no tempo, então nós citamos LED ZEPPELIN, e os ROLLING STONES, e o SABBATH, e o DEEP PURPLE, HUMBLE PIE, mas somos abertos com relação a isto. É isso que nos torna uma banda de rock clássico, somos abertos em nossas influências".